Legislativo Concede Título de Cidadã Honorária Paramirinhense a Sra. Zuleide Abreu Ramos

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 001, DE 01 DE JUNHO DE 2016.

“Concede Titulo de Cidadã Honorária Paramirinhense a Sra. Zuleide Abreu Ramos.”

A CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DO MUNICIPIO DE PARAMIRIM, Estado da Bahia, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 26, XXVI da Lei Orgânica Municipal, e após deliberação do Plenário,

DECRETA:

Art. 1º. Fica concedido o Título de “CIDADÃ HONORÁRIA Paramirinhense” a Sra. Zuleide Abreu Ramos, tendo em vista seus relevantes serviços prestados à comunidade paramirinhense.

Art. 2º. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICATIVA

Esta proposição visa homenagear a Sra. Zuleide, que reside no município há mais de 30 anos.

Zulêide Abreu Ramos nasceu no município de Água Quente – Bahia, atual Érico Cardoso, no dia 23 de setembro de 1962. Filha de Sebastião Pereira Ramos e Luzia Abreu Magalhães Ramos, é mãe de dois filhos nascidos no município de Paramirim: Washington Fagner Abreu Ramos Amorim (Tico) e Kleisla Mércia Abreu Ramos Oliveira.

Em Água Quente passou a sua infância e adolescência, onde cursou o ginásio e o magistério, se formando professora, no Centro Educacional Cenecista de Água Quente, hoje Colégio ACM, no ano de 1981. Ao terminar o curso, sem nenhuma perspectiva de emprego, em janeiro de 1982 foi morar em São Paulo com a sua irmã Dora.

Lá trabalhou como balconista em uma loja de molduras, mas não era aquilo que queria. Mesmo assim continuou, até conseguir algo melhor. Já com seis meses em São Paulo, foi comunicada pela família, que o Prefeito da cidade, o Sr. Érico Cardoso, havia conseguido alguns contratos para professora e que o seu nome estava na lista. Feliz com a notícia, pois era o que mais queria e com saudades da família e a vontade de retornar a sua terra, em junho do mesmo ano ficou no aguardo da publicação do contrato. Era ano eleitoral, não tinha como não sair a publicação, a ansiedade era tamanha e finalmente no dia 12 de agosto de 1982 sai a lista de contratados e o seu nome estava lá no Diário Oficial. Eram dois contratos um para a educação e o outro para a saúde, só que a escolha dela foi pela educação, pois nunca havia se identificado com a área da saúde. Um contrato foi dado pelo deputado Jaime vieira Lima (Saúde) e o outro o deputado Eujácio Simões (Educação).

Zuleide foi nomeada para trabalhar na Escola de Cachoeira Grande, pelo regime CLT. Nesta época o transporte era muito difícil, às vezes tinha que ir e voltar a pé, da Cachoeira para Água Quente. Como as eleições aconteceram nesse mesmo ano, eleição geral e voto vinculado, seus pais de um lado e sua irmã Zute do outro, passado as eleições, eles – prefeito e grupo – disseram que o voto dela tinha sido contra, e ai começou a perseguição a ela e a sua família que acabou com a saída da família da cidade indo morar em Paramirim. Não faltando mais nada de ruim para eles fazerem, eles tiraram o seu emprego e em 06 de julho de 1983 foi demitida, por perseguição política do “Eriquismo”.

Mais uma vez desempregada, em 1984 foi tentar alguma coisa em Salvador. Sua irmã Dora havia mudado de São Paulo para a capital baiana. Nesse período procurou o deputado Eujácio Simões, pois foi ele quem havia dado o contrato, contou a história toda para ele, e ele disse não estar sabendo de nada. Furioso ligou para um dos seus amigos em Água Quente, que lhe confirmou tudo. Então ele disse para Zuleide: “Eles tiraram e eu dou de novo. ” Isso aconteceu já no final de 1984, foi quando conheceu o pai de seu filho Fagner, teve um relacionamento, que acabou na gravidez. No início de 1985, voltou para Paramirim. Em junho do mesmo ano, dia 30/06, nasce o seu primeiro filho e no dia 1º de julho, foi designada no cargo de professora, para ensinar na escola José Nunes de Oliveira, em Rio do Pires. Lá, passou um ano. Distante do filho pediu a remoção para Paramirim, e em setembro de 1986, a sua remoção saiu para a Escola José Candido Vieira, através do deputado Eujacinho, filho de Eujácio Simões. Lá ficou até 1991 e com carga horária dobrada no Colégio de Paramirim. Depois foi removida para o Colégio Antônio Carlos Magalhães, pois lá estava precisando de um professor para ensinar inglês, e como já ensinava no Colégio de Paramirim, tomou a decisão de ir para o ACM, com às 40 horas. Em 1999, nasce sua filha Kleisla. No ACM, esteve na direção da escola por duas vezes, no período de 2007 a 2009 e de 2011 a 2013. Com a saída do cargo retornou à sala de aula. Em 2010 fez o vestibular, em Salvador pelo programa Plataforma Freire, e foi aprovada, pela UFBA, estudando na instituição por três anos. Lá se formou em agosto de 2013, no curso de Licenciatura em Pedagogia e Pós-Graduada, em Alfabetização e Letramento, pela Faculdade João Calvino (CEOB), na cidade de Barreiras, no ano de 2015. E hoje, ela se encontra no Colégio São Sebastião, no município de Caturama, para onde foi removida, por estar excedendo no Colégio ACM. Contudo, é ainda professora do curso técnico nos cursos de administração e Agroecologia no Colégio ACM, em Paramirim.

Nos resta, portanto, propor o Titulo de Cidadã Honorária, por considerar merecida esta justa homenagem, esperamos contar com o apoio unânime dos ilustres Pares para a aprovação do presente Projeto de Decreto Legislativo.

Sala das Sessões da Câmara Municipal de Paramirim – BA, 01 de junho de 2016.

Evando Carlos Oliveira e Silva

Vereador

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